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Um vazio interior

Marcos David Muhlpointner
1 mês atrás
Mesmo cercados de conforto, dinheiro e diversão, muitos carregam um vazio silencioso na alma, que rouba a paz e gera insatisfação. A alma também dói — e nenhum prazer parece curar. Onde está a resposta para esse vazio?


Ao olharmos com um pouco de atenção para a nossa sociedade percebemos que as pessoas vivem em uma busca incessante por algo e um sentimento generalizado de vazio interior. Parece que nem todo o lazer disponível, as viagens, diversões, oportunidades, conforto,  dinheiro, preenche essa espécie de buraco na alma.

Todos sentem um vazio interior

Quem nesse mundo já não se perguntou como o salmista?

Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? (Salmos 42.5)

Essa pergunta já foi feita por que é rico ou pobre, pelo alto ou pelo baixo, pelo religioso ou pelo ateu. Todos nós, crianças, jovens ou adultos, homens ou mulheres já fizemos essa pergunta.

Em muitos momentos da nossa vida, sentimos esse vazio interior que não sabemos explicar, mas que consome silenciosamente a nossa paz.

Depois da academia, por exemplo, é normal sentirmos dores nas pernas e nos braços. Da mesma forma, depois de realizarmos uma prova longa, é absolutamente normal que a mão e os dedos fiquem doloridos. Além disso, quando mastigamos uma carne mais dura, as articulações da mandíbula doem bastante.

Mas e a nossa alma? Ela também dói! Muitas vezes, essa dor se manifesta como um vazio interior que parece insistir em permanecer, mesmo quando tudo, aparentemente, vai bem.

O salmista e o teólogo tratam do assunto

O salmista enfrentou essa dor a ponto de conversar consigo mesmo, na tentativa de descobrir alguma resposta que lhe trouxesse alívio.

As dores físicas se resolvem com um analgésico, uma massagem ou com o descanso diário que temos à noite. Mas e a da alma? Como se descansa a alma? Ou como se acalma o ânimo? Como se enfrenta o vazio interior que insiste em voltar?

Parece-me que Agostinho aprendeu com o salmista ao afirmar:

“Fizeste-nos para ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em ti.” (Agostinho)

Os salmos 42 e 43 são um lamento profundo de uma alma atormentada por diversos motivos.

O vazio interior no Salmo 42

No Salmo 42, o salmista descreve diversas experiências que revelam a sua angústia espiritual. Primeiramente, no versículo 1, sua sede de Deus é comparada à sede física de um ser vivo, indicando intensa necessidade.

“Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma.” (Salmos 42:1)

Em seguida, no versículo 2, ele expressa, claramente, a sua necessidade de estar na presença de Deus.

“A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?” (Salmos 42:2)

Além disso, no versículo 3, ele descreve que se alimenta de lágrimas, que não matam sede nem fome, evidenciando a falta da presença divina.

“As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente: O teu Deus, onde está?” (Salmos 42:3)

Do mesmo modo, no versículo 4, aparece o sentimento de isolamento em meio ao louvor a Deus.

“Lembro-me destas coisas — e dentro de mim se me derrama a alma — de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa.” (Salmos 42:4)

Consequentemente, no versículo 5, surge a perturbação da alma junto com o desejo profundo de louvar ao Senhor.

“Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.” (Salmos 42:5)

Posteriormente, no versículo 6, o salmista recorda um passado em que estava na presença de Deus, o que apenas intensifica sua dor atual.

“Sinto abatida dentro de mim a minha alma; lembro-me, portanto, de ti, nas terras do Jordão, e no monte Hermom, e no outeiro de Mizar.” (Salmos 42:6)

Na sequência, o versículo 7 revela a sensação de peso e de distância da presença divina.

“Um abismo chama outro abismo, ao fragor das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas
passaram sobre mim.” (Salmos 42:7)

Além disso, o versículo 8 mostra sua necessidade tanto da misericórdia de Deus quanto de continuar louvando ao Senhor.

“Contudo, o Senhor, durante o dia, me concede a sua misericórdia, e à noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida.” (Salmos 42:8)

Por fim, no versículo 9, surge a sensação de esquecimento por parte de Deus e de opressão causada pelo inimigo:

“Digo a Deus, minha rocha: por que te olvidaste de mim? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos?” (Salmos 42:9)

Já no versículo 10, aparecem até mesmo dores físicas resultantes da afronta dos inimigos contra ele e contra o próprio Deus.

“Esmigalham-se-me os ossos, quando os meus adversários me insultam, dizendo e dizendo: O teu Deus, onde está?” (Salmos 42:10)

São várias causas que levam o salmista ao lamento. Perceba que nenhuma delas se relaciona diretamente com Deus.

O salmista tem uma percepção equivocada sobre o Senhor, e isso o conduz à perturbação. Deus está em todo lugar; portanto, o salmista não poderia estar sozinho.

A sede da alma não se cura com elementos físicos, como as lágrimas. A lembrança nostálgica da presença de Deus apenas aumenta a sua aflição e aprofunda o seu vazio interior.

A causa é o afastamento de Deus

Este salmo nos convida a perguntar, a nós mesmos, em que condição nos encontramos. Talvez tenhamos os mesmos motivos do salmista.

Talvez os nossos gatilhos para crises de depressão sejam outros, frutos da vida moderna. Contudo, o que nos conduz à depressão espiritual é o nosso afastamento de Deus — e é esse afastamento que cria e alimenta um profundo vazio interior.

“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” (Isaías 59:2)

Não é Deus quem Se afasta de nós; somos nós que nos escondemos dEle quando ouvimos a Sua voz. Com isso, repetimos o erro de Adão. Ele tinha comunhão perfeita, ampla e irrestrita com Deus todos os dias. Entretanto, bastou pecar para que o medo tomasse conta dele e de sua esposa. Antes, o Deus que é amor, graça e misericórdia era sua alegria; agora, passou a ser motivo de temor. E Adão tentou se esconder de Deus.

A cura definitiva do vazio interior

Nesses momentos de crise e depressão, só há uma coisa a fazer: voltar-se para Deus e buscar nEle esperança e refúgio.

“Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.” (Salmos 42:11)

O discípulo Pedro, em um momento de rara clareza, declarou:

“Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.” (João 6:68)

Não temos para onde ir, não temos onde nos esconder. Onde quer que a gente vá, a nossa alma vai conosco. Podemos nos banhar nas águas mais cristalinas e frescas do planeta. Podemos comprar essências e óleos dos mais variados aromas. Isso será útil apenas para limpar e embelezar o exterior; mas, se estivermos longe de Deus, a nossa alma continuará em tormento.

Conclusão

O vazio interior não se preenche com conforto externo. Linho e seda puríssimos só deixam o lado de fora bonito, mas Deus olha para dentro.

“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.” (1 Samuel 16:7)

O grande remédio para as nossas crises de depressão, sejam elas circunstanciais, biológicas ou espirituais, é cantar louvores ao Senhor.

“Mas alegrem-se os justos, e se regozijem na presença de Deus, e folguem de alegria.” (Salmos 68:3)

Somente assim, o vazio interior começa a ser preenchido pela presença daquele que é a única fonte de vida, paz e verdadeira alegria.

Você gostou dessa reflexão sobre como acabar com o vazio interior?

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