• Quem Somos
    • Declaração de Fé
    • TEOmídia
    • TEOmídia Blog
    • TEOmídia Cast
    • TEOmídia Rádio
  • Assuntos
    • Apologética
    • Casamento
    • Devocional
    • Ensino Cristão
    • Ensino Infantil
    • Estudo Bíblico
    • Evangelismo
    • Igreja
    • Sociedade
    • Teologia
    • Vida Cristã

O confinamento da alegria

Marcos David Muhlpointner
2 semanas atrás
Há momentos em que a alegria parece ir embora e a nossa alma fica pesada. Esses períodos chegam para todos — e como são difíceis! A questão é: como atravessá-los bem e com confiança? É isso que vamos explorar agora.


Vou meditar com você sobre algo que tem me chamado a atenção, o confinamento da alegria. Antes de tudo, é importante reconhecer como esse tema atravessa a nossa experiência espiritual.

A gente sempre ouve, nos sermões de domingo, que o vazio do nosso coração só pode ser preenchido por Deus, que nada nessa vida é capaz de substituí-Lo dentro de nós. No entanto, muitas vezes, não percebemos o quanto essas verdades são profundas.

O insight de C.S. Lewis

Ultimamente, essas palavras têm ganhado um sentido muito mais real, especialmente quando percebemos como vivemos um constante confinamento da alegria, buscando preenchimentos que não duram. C. S. Lewis escreveu algo profundamente relacionado a isso:

“Ao descobrir em mim um desejo que nenhuma experiência deste mundo poderia satisfazer, a explicação mais provável é que eu tenha sido feito para outro mundo. Se nenhum dos meus prazeres terrenos consegue me satisfazer, isso não prova que o universo é uma fraude. Provavelmente os prazeres terrestres nunca tivessem tido a intenção de satisfazer esse desejo, de apenas despertá-lo para levá-lo à satisfação real.” (C. S. Lewis)

Dessa forma, Lewis evidencia o mesmo fato, muitas vezes ignorado por nós cristãos, que o apóstolo Pedro já havia revelado em sua carta:

“Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma.” (1 Pedro 2:11)

O que ele quer dizer é que somos peregrinos e forasteiros nesta terra e, por isso, a recomendação apostólica é que “vos abstenhais das concupiscências da carne”. Assim, percebemos o nosso erro de maneira mais clara.

Eu depositei nos livros, CDs e DVDs, séries de TV e até nos meus amigos a tentativa de fugir do meu próprio confinamento, crendo que essas coisas me livrariam da sensação de vazio. Da mesma forma, talvez você também tenha colocado a sua esperança de alegria na família, no cônjuge, na academia ou na comida.

Saindo do confinamento da alegria

A única realidade que realmente importa é aquela expressa pelo profeta Jeremias. Ele estava desterrado juntamente com o povo de Deus e recebeu dEle o ministério de profetizar. Porém, soube que o povo não o ouviria. Mesmo assim, sua conclusão é firme e profunda:

“A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele.” (Lamentações 3:24)

O rei Davi cantou algo muito parecido:

“Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, meu Salvador e meu Deus.” (Salmos 42:5)

É nesses momentos de provação e privação quando sentimos o peso do confinamento da alegria espiritual que devemos nos apegar com mais força a Deus. Nada pode sustentar a alma além da presença dEle.

A experiência do salmista no Salmo 1 é vital para nós. Ele diz o seguinte:

“Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.” (Salmos 1:2)

E então, ele faz uma comparação belíssima:

“Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido.” (Salmos 1:3)

O salmista recorre à natureza para nos ensinar algo que só Deus poderia fazer. Você se lembra da relação entre a água e a folha das plantas? Esses elementos são essenciais para a vida vegetal, assim como a Palavra de Deus é essencial para libertar a nossa alma do confinamento da alegria, trazendo vigor e vida espiritual.

A memória que preserva e sustenta

Na época do outono, as árvores perdem suas folhas para economizar energia. Com menos luz, fariam pouca fotossíntese e teriam dificuldade em permanecer vivas. Mas o que aconteceu antes, no verão?

Qual é a diferença essencial entre o verão e o outono?

No verão, a planta realizou muita fotossíntese e produziu nutrientes que foram armazenados em seus órgãos. Assim sendo, utilizou a água dos ribeiros para produzir vida.

E agora, com o outono instalado?

Agora ela vive do que já guardou. Ela possui reservas capazes de mantê-la viva durante o período de estiagem e seca.

Percebe a comparação com o momento atual de nossas vidas?

Muitas vezes, a nossa alma só permanece firme porque Deus já nos alimentou antes, e isso nos ajuda a enfrentar períodos em que parece que entramos novamente em um confinamento da alegria. Eu confesso que tinha me esquecido dessas coisas. Tinha me esquecido da prática do salmista:

“Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.” (Salmos 119:10)

Está muito claro:

A Palavra de Deus guardada em nosso coração nos preserva do pecado e é usada pelo próprio Deus para restaurar a nossa alegria. Portanto, ela nos sustenta nesses tempos de confinamento da alegria, solidão e escuridão nesses tempos de verdadeiro confinamento da alegria.

Guardados na Palavra, mantemos viva a memória do que nos traz esperança. Eu não devo depositar minha esperança nos meus livros, CDs e DVDs que tenho em casa; é “Cristo em vós, esperança da glória”.

… “aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória.” (Colossenses 1:27).

Você gostou da nossa reflexão sobre o confinamento da alegria?

Compartilhe com os seus amigos, sua igreja e familiares.

Deixe seu e-mail abaixo e avisaremos de cada novo post!

Assista essa mensagem em vídeo no nosso canal de Youtube.

Conheça o TEOmídia Cast. Ouça nossa Rádio na web, iOS ou Android.

Assine gratuitamente a TEOmídia, vídeos cristãos para você e sua família. Assista quando quiser, onde quiser.

Compartilhe esta mensagem:
Post anterior
A estátua erguida diante da Igreja
Próximo post
Um vazio interior
O conteúdo dos artigos assinados refletem a opinião, conceitos e ideias pessoais do seu autor e não, necessariamente, do TEOmídia Blog, que se exime de qualquer responsabilidade pelos mesmos.
  • Contato
  • Permissões de Publicação
  • Política de Privacidade
Siga a TEOmídia:
Facebook
X
YouTube
Instagram