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O roubo

Marcos David Muhlpointner
1 mês atrás
“Não furtarás” parece simples, certo? Mas e se o roubo for muito mais que um ato óbvio? E se ele estiver escondido em detalhes do seu dia a dia, ou até mesmo atingindo a Deus e aos seus irmãos? Descubra as profundezas desse mandamento.

Êxodo 20:15 contém um mandamento a respeito do roubo: “Não furtarás”.

Este mandamento é tão simples que nem precisaria de um texto para explicá-lo. Mas se eu parasse por aqui, o editor do blog ficaria bravo comigo, não é verdade?

Bem, qual é a extensão desse mandamento na vida de alguém que deseja agradar a Deus e ser bem-aventurado?

Roubo e furto

Antes de tudo, vale lembrar que, apesar de as palavras “furto” e “roubo” terem diferenças na legislação do direito, eu vou usá-las aqui como sinônimas, pois é assim que o mandamento se apresenta.

Assim como nos outros mandamentos “negativos”, por assim dizer, tipo não faça isso, não faça aquilo, este está relacionado a uma atitude externa que é fruto de algo motivacional interno. A pergunta, então, é inevitável: por que alguém roubaria algo de outra pessoa?

As respostas são muitas — inveja, ciúme, negação, egocentrismo, entre outras. Mas quero fazer uma primeira observação a partir do livro Os Dez Mandamentos, de Arthur Pink. Esta obra, aliás, eu já citei em outros textos meus.

Pink chama a atenção para a falta de contentamento com aquilo que Deus nos concede:

“Esse preceito também diz respeito ao governo das nossas afeições, ao colocar limites devidos aos nossos desejos pelas coisas mundanas, para que não possam exceder o que a boa providência de Deus determinou para nós.” (“Os Dez Mandamentos”, de Arthur Pink, página 67)

Veja como, para Pink, não roubar está profundamente ligado a estar satisfeito com aquilo que Deus nos deu. Portanto, somos chamados a ser gratos a Deus a ponto de não desejarmos o que pertence ao outro, imaginando que seríamos mais felizes se o tomássemos para nós.

O que é meu é somente aquilo que me foi dado legitimamente ou aquilo que adquiri de forma justa. Fora disso, será fruto de roubo. Como o próprio Pink afirma:

“Se este mandamento proíbe toda a apropriação injusta da propriedade de outros para nosso próprio uso e vantagem, se cada apropriação desse tipo é roubo diante de Deus, então o roubo é a mais comum de todas as transgressões externas do Decálogo.” (“Os Dez Mandamentos”, de Arthur Pink)

A partir disso, faço minha segunda consideração, agora voltada ao objeto do roubo.

O roubo disfarçado na vida cotidiana

Se, no meu ambiente de trabalho, utilizo tempo ou recursos sem autorização para fins pessoais, estou roubando meu patrão. Se tenho obrigações a cumprir e deixo de fazê-las para atender aos meus próprios interesses, estou roubando para meu benefício.

Permita-me um exemplo pessoal: sou professor e trabalho em uma escola. Eu posso usar a internet do colégio para enviar este texto ao pessoal do TEOmídia? Pelo que está acordado entre as partes, se eu não estiver em sala de aula, posso usar a internet livremente.

Mas e quando aparece, por exemplo, um apontador perdido na sala dos professores? O combinado entre nós — ainda que informalmente, sem documento escrito — é que todo material sem dono seja entregue ao setor de “achados e perdidos”.

Não posso pegar o sabonete do colégio e levá-lo para casa.

Não posso usar folhas sulfite da escola para escrever meus esboços de sermão ou textos pessoais. Posso usar as folhas para planejar minhas aulas de Ciências, mas, se as utilizo para preparar aulas de teologia, estou empregando algo que não é meu para benefício próprio.

Não importa se a escola tem centenas de pacotes de papel, se ninguém está olhando ou se ninguém vai dar falta. O fato é que Deus está olhando, e isso já caracteriza pecado.

Mesmo sabendo que Deus é infinitamente misericordioso, não posso abusar dessa misericórdia, pecando deliberadamente e depois pedindo perdão como se isso fosse algo automático. A Escritura nos adverte:

“não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário;

para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus.” (Provérbios 30:8,9)

Perceba que o roubo vai muito além de simplesmente tirar algo material de alguém.

O roubo a Deus

Deus acusou o Seu povo de roubá-Lo no sustento do templo:

“Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas.

Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda.” (Malaquias 3:8,9)

Mas também conseguimos roubar de Deus de muitas outras maneiras. Fazemos isso quando usurpamos a glória que Lhe é devida e a transferimos para outras coisas ou para nós mesmos.

Quando deixo de reconhecer que o alimento que recebo todos os dias é dádiva de Deus, roubo-Lhe o agradecimento que Lhe pertence.

Quando coloco minha vontade, minhas decisões ou minha autonomia no lugar da eleição soberana de Cristo, roubo de Jesus Seu papel de único mediador.

Da mesma forma, quando usufruo da natureza que se revela diariamente diante de mim e me recuso a reconhecer Deus como Criador, aderindo à ideia do naturalismo absoluto ou da evolução sem propósito, roubo de Deus a Sua glória criativa, Seu poder e Sua sabedoria.

O furto aos irmãos

Também roubamos quando subtraímos o tempo da comunhão com os irmãos, do culto a Deus e do louvor que Lhe é devido, substituindo-os por coisas que não edificam o corpo de Cristo.

Durante o culto, nossa atenção deve estar voltada para Cristo. E quando roubamos o tempo de comunhão com nossos familiares para prazeres exclusivamente individuais? É verdade que esses momentos existem.

Quando saio para pedalar, minha família não vai comigo. Mas quando chega a hora de repartir a Palavra com eles, não posso sonegar esse tempo.

“Não furtar” é muito mais do que devolver um troco recebido a mais. É mais do que não usar filhos pequenos para burlar a passagem do metrô, ou alguém usar uma criança de colo ou um idoso para usar uma fila preferencial.

Conclusão

O oitavo mandamento fala diretamente ao coração. Por isso, o texto que deve caminhar junto com ele é este:

“Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida,” (Provérbios 4:23)

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