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O final dá sentido aos começos

Gilmara Bianchine
1 mês atrás
A gente sonha com um final feliz, mas se perde no “por onde começar”. E se a resposta para dar sentido à sua jornada não estiver no início, mas no final? Prepare-se para uma perspectiva que vai mudar tudo!

Sempre que temos uma ideia ou queremos começar um novo projeto já sonhamos com um final específico. Porém, frequentemente nos sentimos paralisados.

A pergunta que costumamos nos fazer é:

– Por onde eu começo?

Alguém sempre aparece com a resposta mais óbvia possível:

– Comece pelo começo!

De fato, o início das coisas traz em si a ambição, a expectativa, a promessa da realização de um sonho. O primeiro mês do ano normalmente carrega todo o potencial do que será; os planejamentos estão frescos ou mesmo sendo traçados.

Nesse contexto, as metas fazem fila, aguardando o dia em que você as riscará da lista por terem se concretizado.

Por isso, nessa época, é comum que se multipliquem os discursos motivacionais. Somos incentivados a aproveitar a vida ao máximo, ganhar mais dinheiro, aprender uma nova habilidade, crescer na carreira, viajar mais.

Ao mesmo tempo, outras vozes pedem mais calma:

– Que tal desacelerar?

Talvez eu deva deixar o emprego e ir para o meio do mato, viver da terra e ter tempo para ler mais? Devo me dedicar a uma causa que impacte o mundo positivamente? Ou, quem sabe, fazer algo que me deixa feliz?

Em comum, todos esses estímulos partem do pressuposto de que os dias por vir estão para ser vividos como melhor nos pareça; de que a vida é o que se vê e de que está em nossas mãos modelá-la de acordo com nossa vontade.

Nosso ponto de vista se ancora no hoje; enxergamos daqui pra lá, do presente para o futuro. Mas, de preferência, que seja um futuro não muito distante, um futuro que possamos prever e controlar.

Memento mori: todos têm seu final

Existem relatos de que, na Roma antiga, quando um general triunfava, um escravo se aproximava, sussurrando algo em seu ouvido:

– Memento mori – essas palavras significam “lembre-se de que você vai morrer”.

A intenção desse recordatório era evitar que o vencedor se orgulhasse de maneira excessiva.

Na filosofia, o conceito por trás da expressão foi muito trabalhado, principalmente pelos estoicos. Para eles, ter em mente o próprio final deveria transformar a maneira de viver. Incitava a gastar os dias com mais consciência, intencionalidade e apreço pela atualidade.

Queria evitar que a felicidade fosse condicionada a eventos futuros e animar a viver plenamente. Deveria resultar em moralidade e ética, transformando a sociedade. Em resumo, que a perspectiva do final trouxesse mais valor e senso de responsabilidade ao cotidiano.

A ideia de pensar na morte soa desagradável demais para muita gente. É comum o comentário “morreu tão jovem” para falecimentos entre oito e oitenta anos.

Lidar com o final da vida é um tema que geralmente causa desconforto, e temos os nossos próprios métodos para não termos que encará-lo. Há quem evite falar a respeito, em atitude de negação ou de medo. Há os que, consciente ou inconscientemente, ilustram a profecia contra Jerusalém:

“Comamos e bebamos, que amanhã morreremos”. (1 Coríntios 15:32 )

Ou seja, se a vida acaba amanhã, hoje é o dia de satisfazer todos os apetites possíveis. Essas maneiras de pensar podem, sorrateiramente, nos influenciar, se não tivermos a Verdade bem firmada em nosso coração.

Quem começa é quem termina

É preciso que nos lembremos de que este é o mundo de Deus. E viver no mundo de Deus desprezando os seus mandamentos traz consequências.

“Da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. (Gênesis 2:16-17)

Bastou uma única ordem, distorcida pela serpente e desobedecida por Adão e Eva, para que a morte passasse a vigorar.

Mas a história não parou aí; o Criador não abandonou as suas criaturas à própria sorte. O Cristo encarnado assumiu e expiou a transgressão, tendo Ele mesmo enfrentado a morte.

O Alfa teve seu Ômega, e o princípio chegou ao final — não um final definitivo, mas um que significava esperança; que despojava a morte de sua suposta soberania, o final implacável que nenhum ser humano poderia transpor.

A ressurreição de Jesus escancara a verdade imutável de que todas as coisas ocorrem de acordo com a Sua eterna vontade. É Ele quem determina o final. Foi Ele quem abriu as portas da eternidade aos seus eleitos, lavados em seu próprio sangue, assegurando-lhes o direito de viver para sempre.

Se Gênesis nos conta as origens e os Evangelhos revelam a redenção, o Apocalipse é o spoiler perfeito. Não há mistério nem desculpa: o Rei dos reis e Senhor dos senhores virá vitorioso e colocará o ponto final no texto da humanidade.

De trás pra frente – Do final para o começo

E quando Ele virá?

Certamente naquele dia, sobre as nuvens, em que todo olho O verá.

E também diariamente, ao final de uma vida longeva, de uma enfermidade avassaladora, de um acidente ou de uma catástrofe natural. Nesse momento, todos teremos de responder à pergunta de Pilatos:

“Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo?” (Mateus 27:22)

Enquanto vivos, brincamos de nos dar ao luxo de julgar o Filho do Homem. Mas, no dia final, é o Filho do Homem quem nos julgará. E é diante dessa realidade que deveríamos responder à pergunta lá do começo: comece pelo final!

É nessa ordem invertida que damos sentido aos dias que nos restam. É de trás pra frente que o fardo é leve e a vida se enche de significado. Conhecer intencionalmente o Cristo que esteve morto, mas vive pelos séculos dos séculos, modela todas as nossas perspectivas. Como diz o Catecismo de Heidelberg, que o nosso único conforto na vida e na morte seja a certeza de que pertencemos ao Senhor:

“Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.” (Romanos 14:7-8)

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