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O quinto mandamento: honra aos pais

Marcos David Muhlpointner
6 meses atrás
Explore o mandamento que convida você a uma vida extraordinária! Desvende o segredo por trás da honra e como ela pode ser a chave para uma vida plena e duradoura. Uma verdade atemporal aguarda você para transformar a sua existência.


Hoje nós vamos tratar do assunto referente a honra expressa no quinto mandamento.

Muitos estudiosos dividem os dez mandamentos em dois blocos principais: os quatro primeiros tratam da nossa relação com Deus, enquanto os seis últimos abordam a nossa relação com o próximo.

Com base nessa divisão, passamos, agora, à análise do primeiro mandamento da segunda tábua — aquele que trata do nosso relacionamento com os nossos pais:

“Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor teu Deus te dá.” (Êxodo 20.12)

Arthur Pink, um teólogo e um dos autores evangélicos mais influentes da segunda metade do século XX, citando João Calvino em seu livro Os Dez Mandamentos, da Editora Monergismo, na página 47, afirma que esse mandamento não se restringe apenas aos pais biológicos ou adotivos – como é o meu caso – mas aplica-se a todas as figuras de autoridade delegadas por Deus. Segundo ele, esse mandamento “deve ser aplicado aos nossos superiores”.

A lógica é clara: primeiramente honramos a Deus, nosso Criador; em seguida, honramos aqueles que Ele colocou imediatamente acima de nós, os nossos pais.

Segundo Calvino, citado por Pink, esse mandamento é especialmente contrário à natureza humana caída, que “dificilmente admitirá submissão”. Isso porque o ser humano possui um forte desejo de exaltação própria.

A honra aos pais, portanto, é uma prática contracultural que reflete a nossa submissão ao próprio Deus. Adultos que ainda têm pais vivos devem refletir, seriamente, sobre este mandamento e empenhar-se em cumpri-lo com gratidão e reverência.

No quinto mandamento o exemplo precede a instrução

Pais que desejam ensinar seus filhos a honrar precisam, antes de tudo, ser exemplo dessa prática.

As crianças, ao observarem os seus pais honrarem os seus avós, compreendem, intuitivamente, que há respeito e consideração por aqueles que vieram antes. Isso ocorre porque elas aprendem que existe uma ordem estabelecida e que honrar é algo que se vive e não apenas algo que se ensina.

Além do exemplo dado pelos pais, é dever deles pais ensinar os seus filhos a honrar, exigindo deles respeito e consideração.

Nós vivemos em uma cultura que rejeita palavras como “mandar”, “exigir” ou “cobrar”. Essa mesma cultura as considera autoritárias ou antiquadas. No entanto, os princípios bíblicos não estão sujeitos às modas sociais.

O argumento mais forte dos pais perante os seus filhos sempre será a coerência entre a fala e a prática.

Se um pai joga lixo pela janela do carro e o filho o imita, como corrigi-lo?

É o exemplo que molda o comportamento. Por isso, Jesus podia exigir dos Seus discípulos porque Ele mesmo era o modelo perfeito. Assim, também, pais devem exigir honra com base no amor, na coerência e no temor de Deus, não por capricho, mas por mandato divino.

“O que ouvimos e aprendemos, o que nossos pais nos contaram, não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor…” (Salmos 78.3-4)

O quinto mandamento e o peso e a promessa da honra

Mas, afinal, o que significa, afinal, “honrar”?

Segundo o Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, o termo aparece 376 vezes, geralmente com conotações negativas. Contudo, em seu sentido figurado, honra está ligada a algo “pesado”, digno de menção, de reputação elevada. Ou seja, honrar é reconhecer a importância e o valor de alguém — neste caso, pai e mãe.

Eles são dignos de honra porque são os instrumentos humanos de nossa existência biológica. Por isso o mandamento diz “pai e mãe”, pois ambos participam da geração da vida.

Esse é o único mandamento que vem acompanhado de uma promessa explícita: “vida longa sobre a terra”.

O apóstolo Paulo retoma essa promessa na carta aos Efésios:

“Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo.

‘Honra teu pai e tua mãe’, este é o primeiro mandamento com promessa:

‘para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra’.” (Efésios 6:1-3)

Mas isso levanta uma questão. Se em Salmos 139.16 está escrito que “todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir“, como essa promessa pode ser cumprida? Deus diminuiria nossos dias diante da desonra? Ou os aumentaria conforme a honraria?

Precisamos compreender essa promessa dentro da narrativa maior da salvação.

A longevidade prometida aponta para uma vida bem-aventurada, vivida em sintonia com os preceitos de Deus. Os pais, como parte dessa aliança, educam os filhos “no caminho em que devem andar”, segundo Provérbios 22.6, e os filhos respondem obedecendo “a seus pais no Senhor” conforme Efésios 6.1.

Perceba que há harmonia entre a autoridade, o ensino e a resposta de fé.

Uma Promessa Tipológica

Essa promessa também serve como um incentivo pedagógico. Assim como a terra de Canaã apontava para o Céu, a promessa de longevidade no Antigo Testamento também prefigura a vida eterna.

Pink, ainda em “Os Dez Mandamentos” comenta o seguinte, na página 51:

“As promessas do Antigo Testamento devem ser consideradas como tipificando a vida eterna prometida pelo evangelho.” (Arthur Pink, Os Dez Mandamentos, Editora Monergismo)

Isso não significa que sejamos salvos por obras, mas que a obediência é uma marca do povo de Deus.

Ryan Nelson observa que, como os provérbios, não devemos interpretar essa promessa como profecia individual, mas como um aforismo — um ditado cuja experiência comprova a validade: quem honra vive em paz; quem despreza colhe amargura.

Conclusão: O quinto mandamentos é para todas as gerações

Quero concluir fazendo uma recomendação que é válida para a sua felicidade. Honre a Deus acima de tudo, pois Ele o criou; honre os seus pais porque Ele os instituiu como autoridade divina sobre você e eles merecem honra por o terem trazido à vida; e, acima de tudo, honre o seu pai e a sua mãe, pois esse é um mandamento do próprio Deus.

Que o Senhor nos conceda graça para vivermos essa verdade — ensinando com o exemplo, corrigindo com amor, e obedecendo com alegria.

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