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O olhar de fé vê a salvação nas entrelinhas

João Eduardo Cruz
1 mês atrás
Você já parou para pensar sobre o que realmente importa na vida? O amor é um sentimento de troca ou um presente incondicional? A morte é o fim ou um novo começo? Descubra como um olhar de fé pode mudar sua perspectiva.


Hoje vamos contemplar um olhar de fé, vamos constatar como a salvação pode acontecer de maneira silenciosa.

“Onde os outros veem apenas o amanhecer surgindo por trás da colina, eu vejo os filhos de Deus gritando de alegria.” (William Blake)

Ergueram três homens, cada um em sua cruz. No centro, Jesus de Nazaré. Ao seu lado, um dos condenados contempla o seu rosto. Porém, esse é um olhar diferente daquele lançado por seu companheiro do lado oposto.
Dois lados, a mesma situação mas um modo diferente de ver. Esse olhar pode mudar completamente uma situação adversa.

“Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino.” (Lucas 23:42)

Eu gosto muito de arte em suas variadas formas.

Embora não seja um especialista, admiro profundamente os quadros renascentistas. Um dos meus pintores favoritos é Pieter Brueghel. O que mais me fascina em seu trabalho é a forma como ele retrata o mundo em suas telas. Na maioria das vezes, centraliza uma cena, mas, ao redor dela, constrói várias pequenas histórias.
Apreciar seus quadros é o que chamo de “enxergar nas entrelinhas” da vida, isto é, perceber as circunstâncias além do que está diante dos olhos.

Perceber o “algo mais” além do visível é uma capacidade rara. Mas quem a possui encontra o caminho das pedras rumo ao verdadeiro significado da vida.

O olhar de fé, que enxerga o invisível

Gostaria que você parasse um pouco para refletir: afinal, como lhe apresentaram a vida? Por exemplo, como você vê o amor? Seria ele um sentimento de troca — “amo a quem me ama”? Ou será que, para você, o amor sequer exista?

Além disso, como você interpreta o sofrimento? É um castigo divino, uma consequência das fragilidades humanas, ou ainda o fruto da indiferença e do desamor?

E quanto à morte, como você a vê? Como o fim inevitável, um “mal irremediável”, como disse Ariano Suassuna?

Diante dessas questões, convido você a enxergar nas entrelinhas da vida. Pois há algo mais além do amor, do sofrimento e da morte que o mundo nos apresenta.

Para ilustrar isso, conheço a história de alguém que soube olhar nas entrelinhas da vida e conseguiu enxergar a realidade a tempo. Interrompeu a trajetória que parecia natural e inevitável. Talvez por ser uma criança judia vivendo sob o domínio do Império Romano, tenha se preocupado mais em sobreviver do que em brincar com outras crianças.

Além do mais, por ser judeu, ouviu, desde cedo, os ensinamentos religiosos e as tradições do seu povo — um povo oprimido, governado por uma nação poderosa que ditava as regras da vida com servidão visível e invisível.

O criminoso que teve um olhar de fé

Imaginemos que sua juventude tenha sido de revolta. Descarregou sua ira sobre todos ao redor. A violência tornou-se sua válvula de escape para a dor que a vida lhe proporcionara. Tornou-se criminoso por escolha.

Agora, preso e condenado à morte, sabia que em instantes deixaria de existir. Fora sentenciado à mais cruel das mortes: a crucificação — pregado em dois madeiros, morrendo por asfixia ou perda de sangue.

Mas quem poderia imaginar que tudo ainda mudaria na vida desse homem, pela simples atitude de olhar atentamente para os últimos detalhes da própria existência?

Ao seu lado seriam crucificados dois homens. Um deles, porém, parecia diferente, especial, a começar pela acusação que era injusta e incomum.
Aquele homem, que não roubou, não matou, não feriu ninguém, pagaria com a vida por suas palavras e por não agradar os poderosos.

Ele viu esse homem ser deitado no chão, como ele mesmo, e pregado à cruz. Havia, porém, uma diferença: enquanto todos reclamavam e blasfemavam, ele permanecia em silêncio.
O seu olhar, mesmo ferido, expressava compaixão e amor.

Nas entrelinhas da cruz

Ao ver tudo isso, o criminoso começou a rever sua vida. Cada momento, cada decisão, cada lembrança.

Recordou-se das histórias que ouvira na infância sobre a promessa de um Salvador — o “homem de dores” que viria para redimir o mundo.
Essas histórias diziam que o Messias seria alguém do povo, mas com a nobreza de um rei.

“Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta.” (Zacarias 9:9)

Durante toda a vida, aquele homem não quis enxergar a esperança.
Mas agora, ao lado do Justo, ele a encontrou nas entrelinhas da dor.

Vivemos cercados de violência, fome e miséria. Mas será que olhamos nas entrelinhas da vida? Haverá algo mais além da dor e do vazio?

O relato bíblico diz:

“E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós.

Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?

E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.

E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim quando vieres em teu reino.

E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” (Lucas 23:39-43)

O olhar que transforma

O olhar de compaixão e amor de Jesus, lançado do alto da cruz, continua a nos alcançar, repetindo:

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lucas 23:34)

O mundo não soube o que fazer com a revelação do amor de Deus em Cristo — e, por causa disso, somos consequência dessa rejeição. De fato, tudo seria diferente se Jesus tivesse sido visto como deveria.

Diante dessa realidade, precisamos olhar com mais profundidade, buscando extrair das coisas um sentido além do aparente. Por isso, evitemos o pessimismo de Voltaire — “Se este é o melhor dos mundos, imagine os outros.”

Certa vez, ouvi uma criança dizer que o mundo estava ao avesso. A princípio, não entendi o que ela queria dizer; no entanto, depois percebi: talvez ela quisesse dizer que, se virarmos o mundo do avesso, tudo se acerta.

Assim, no entendimento simples de uma criança havia uma verdade preciosa — há esperança quando se vê de outro ângulo.

O olhar da fé em si

Precisamos de olhos que vejam além da dor e do medo. O homem condenado, ao olhar para Jesus, não viu um corpo ferido, mas a última esperança:

“Senhor, quando entrares no teu reino, lembra-te de mim.” (Lucas 23.42)

Esse homem não pediu para descer da cruz, nem para ser livrado da morte. Ele enxergou além deste mundo.
Busque ver o que há por trás da cortina. Quando descobrir, certamente, você não será mais o mesmo.

A resposta de Jesus foi o prêmio para aquele que viu Deus onde poucos conseguiram enxergá-lo:

“Ainda hoje estarás comigo no paraíso.” (Lucas 23:43)

Podemos manter nossos olhos fixos na dor presente ou elevá-los à esperança da paz eterna.
Por isso, olhe ao redor: se você aprimorar os olhos da fé, verá que Deus está conosco.

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