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Progressista ou conservador: como é o Evangelho?

Diego Venancio
2 meses atrás
Vivemos tempos em que fé e política se misturam em debates intensos. Mas afinal, o Evangelho se alinha a algum lado? Seria ele progressista ou conservador? Descubra o que realmente está por trás dessa questão que provoca tantos cristãos hoje.


Tem se tornado cada vez mais comum, em nossos dias, a pergunta: um cristão deve ser de direita ou de esquerda? Conservador ou progressista? Essa questão tem gerado intensos debates.

Para muitos, essa é apenas uma posição política de cada um, uma visão social que reflete a sua preferência para a sociedade.

A visão progressista nos rodeia

Normalmente, a posição política acaba sendo herdada do ambiente familiar ou, de forma mais frequente, assimilada através das influências culturais e acadêmicas da universidade. No nosso país, o ambiente universitário costuma refletir uma visão de mundo notadamente progressista.

Ao analisarmos as ideias divergentes que nos cercam, precisamos identificar qual visão de mundo cada uma expressa. Só assim compreenderemos o que de fato está por trás de cada posição política. Compreendendo a cosmovisão que a sustenta, as pautas que ela defende e a sua moralidade, podemos entender exatamente o que essa posição política representa.

Percebemos, assim, que uma posição assumida não se trata apenas de se colocar ao lado de um espectro político. Essa posição revela a sua maneira específica de enxergar o mundo e o ser humano que nele vive.

Os pressupostos do progressismo

Grande parte do pensamento progressista moderno, em suas vertentes seculares, parte de pressupostos materialistas e de uma moral relativista. Ora, esses fundamentos filosóficos caminham em direção contrária à fé cristã, que afirma, de forma inequívoca, a soberania de Deus sobre todas as coisas e a autoridade das Escrituras como única norma de fé e prática.

É certo que um cristão sincero pode, movido por um conhecimento superficial das bases de sustentação progressista, identificar-se com suas ideias. E isso é até justificável por elas virem na forma de muitos disfarces e muitas bandeiras. Porém, essa posição frequentemente entra em tensão com fundamentos da fé cristã à medida que esta amadurece e sua visão bíblica se aprofunda.

Desse modo, o crente que vai amadurecendo na compreensão da cosmovisão cristã, perceberá que não é possível manter em harmonia princípios que nascem de fundamentos opostos. Somente com o crescimento na fé, ele é levado à coerência entre o que se crê e o que se defende.

As causas de se tornar progressista

Quando vemos irmãos nossos identificando-se com o viés progressista, é importante abordar o tema com cuidado e discernimento. Em muitos casos, essa identificação nasce de fatores muito particulares e, é bom que se diga, nem sempre ela se dá por um ato de rebeldia mal intencionada.

Alguns desses irmãos não conhecem as implicações ideológicas das ideias que defendem; outros, embora bem-intencionados, ainda não compreenderam as consequências teológicas dessas ideias. Há, ainda, aqueles que, influenciados pelo contexto cultural, procuram conciliar o Evangelho com ideais de transformação social, sem perceber os riscos de substituir a mensagem da cruz por uma agenda meramente humana.

Em todos os casos, o imenso desafio permanece o mesmo: buscar coerência entre a fé cristã e a cosmovisão que a sustenta.

O Evangelho não pode ser reduzido a um programa social ou a um projeto político, pois a sua mensagem não é a de transformação da sociedade, mas de uma transformação espiritual e de reconciliação com Deus.

A herança do progressista na teologia

A história nos mostra que os maiores desafios à fé não vieram apenas de fora, da sociedade, mas de dentro da própria Igreja. Assim, desde o início, o povo de Deus precisou lidar com distorções doutrinárias que surgiam em nome da liberdade e da razão.

O nascimento da teologia progressista ou liberal se deu no século XIX, e se constituiu-se em um exemplo marcante. Apresentada como um movimento de abertura e diálogo, acabou relativizando a autoridade das Escrituras e enfraquecendo a confiança na inspiração divina da Palavra. Sob o pretexto de atualizar o cristianismo, acabou diluindo a sua essência.

Sob o manto da teologia progressista alguns líderes não ortodoxos passaram a reinterpretar as doutrinas basilares afirmando, por exemplo, que a Bíblia deveria ser vista mais como um testemunho humano da experiência com Deus, sujeito a erros, contextos e revisões e não a infalível Palavra de Deus. Portanto, a igreja tornou-se um terreno fértil para novas ideologias políticas entrarem nas comunidades cristãs.

Esse evento histórico nos mostra como é perigoso ajustar a fé à cultura do momento. Sempre que a Igreja submete a Palavra de Deus a critérios humanos, sejam eles filosóficos, políticos ou culturais, ela perde o seu ponto de referência e se afasta da verdade revelada.

O desafio progressista na Igreja

O pensamento progressista costuma se apresentar pleno de boas intenções como a defesa dos pobres e a busca por justiça e igualdade social. Esses temas, em si, são legítimos e encontram eco nas Escrituras, que nos chamam a amar o próximo e a agir com misericórdia. Entretanto, o problema surge quando esses valores são deslocados de sua base bíblica e reinterpretados a partir de uma visão secular e materialista. Nesse ponto, o que parece compatível com o Evangelho passa a substituí-lo.

Em muitos contextos, a visão cultural e política progressista penetra na Igreja como um cavalo de Troia ideológico, oferecendo soluções humanas para problemas que são espirituais. O resultado é uma fé enfraquecida, que perde o foco na redenção em Cristo e se torna instrumento de causas terrenas e passageiras.

O cristianismo, no entanto, não encontra a sua força na luta entre classes ou na reorganização social. Ele encontra a sua força na reconciliação com Deus por meio de Cristo.

O apóstolo Paulo afirmou:

“Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.” (2 Coríntios 5:19)

A incompatibilidade de fundamentos

Chegamos, então, ao ponto crucial: essa discussão dentro da Igreja entre ser conservador ou progressista, entre ser de direita ou de esquerda, não é uma mera disputa política. Trata-se, sobretudo, de se assumir um posicionamento sobre fundamentos espirituais distintos.

A visão progressista, em suas diversas vertentes, tende a ver o mal como algo estrutural, uma injustiça que pode ser corrigida por meio de políticas, revoluções ou redistribuição de poder. Por outro lado, o Evangelho ensina que o problema humano não é esse. O grande e o maior problema enfrentado pelo homem é o pecado e o único remédio é a salvação que vem unicamente pela graça de Deus:

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;

não de obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8,9)

Essa diferença de diagnóstico para o problema humano produz duas esperanças que são absolutamente incompatíveis: enquanto ideologias humanas depositam a esperança na capacidade do homem de reformar a si mesmo e a sociedade, o cristão reconhece que a redenção genuína vem unicamente de Cristo.

Há ainda um aspecto especialmente relevante.

A fé cristã proclama valores bíblicos inegociáveis quanto à família, à sexualidade e à moral. Já o pensamento progressista contemporâneo tende a reinterpretar ou relativizar esses valores. Assim, vemos que o conflito não é meramente político. O conflito é tanto espiritual quanto moral.

Conclusão: a fé antes da ideologia

Cristo chama o cristão maduro a submeter toda forma de pensamento ao Seu senhorio. Isso inclui a sua visão política, as suas convicções sociais e os seus projetos de transformação.

Para nós, cristãos, as Escrituras são a autoridade suprema, infalível e suficiente para nos guiar em todas as áreas da vida. Portanto, não é a Bíblia que deve ser reinterpretada à luz das ideologias, mas as ideologias que devem ser examinadas à luz da Palavra e, quando se opõem à ela, rejeitadas.

Portanto, é possível afirmar com serenidade, mas também com convicção: o desafio para todo cristão é discernir até que ponto a ideologia pode ser reconciliada com a fé sem comprometer os princípios centrais do Evangelho. Isso porque ela se choca com a própria mensagem de redenção em Cristo, a boa nova que, a qualquer tempo, continua a iluminar o caminho dos que creem.

Você gostou dessa reflexão sobre a ideologia progressista e a Palavra de Deus?

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