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O Emanuel chegou, ao menos para alguns

Diego Venancio
4 semanas atrás
O Natal se aproxima, mas… estamos realmente prontos para reconhecer o Emanuel em meio às nossas rotinas? Será que, como muitos no passado, também deixamos o Salvador passar despercebido? Descubra o que significa estar preparado para recebê-Lo.


O Natal é celebrado em todo o mundo. Porém, poucos se lembram do verdadeiro significado da vinda de Jesus, o Emanuel, que quer dizer “Deus conosco”.

Quando Ele veio, quase ninguém estava preparado, muitos não perceberam. E hoje, será que estamos prontos para reconhecê-lo em meio às nossas rotinas?

O Emanuel chegou

O nascimento de Jesus foi o acontecimento mais grandioso da história humana e, paradoxalmente, um dos mais silenciosos.

O Criador dos céus e da terra escolheu vir como uma criança frágil, nascida em um estábulo, entre o cheiro de feno e o som dos animais.

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (João 1:14)

O Emanuel, o Deus conosco, pisou em nosso chão maldito. O que poderia ser mais extraordinário? O Santo revestiu-se de humanidade, e o Infinito entrou no tempo.

Mas quando o Emanuel chegou, quase ninguém estava preparado.

O Messias prometido se manifestou, e o mundo o recebeu com indiferença. João resume essa tragédia espiritual em uma frase:

“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” (João 1:11)

A encarnação revela o abismo entre o amor de Deus e a insensibilidade humana.

A história do primeiro Natal nos mostra que não é a ausência de sinais que impede o homem de reconhecer o Salvador, mas a ausência de fé.

Muitos sabiam das profecias, mas poucos esperavam, de fato, o cumprimento delas. A maioria vivia preocupada com as urgências do cotidiano, enquanto o maior evento da história acontecia diante de seus olhos.

Nem todos o esperavam

Deus, porém, sempre preserva um remanescente fiel.

Quando o Emanuel chegou, havia corações preparados para recebê-lo. Os magos do oriente, guiados por uma estrela, discerniram no céu o sinal do Rei que nascera. Viajaram longas distâncias movidos, não apenas por curiosidade, mas, por fé.

Mateus relata:

“Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe; prostrando-se, o adoraram.” (Mateus 2:11)

Eles reconheceram, no frágil menino, o Deus digno de adoração.

Entre os judeus, também havia aqueles que aguardavam o cumprimento das promessas.

Simeão, que era “justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel”, esperou por anos até ver com os próprios olhos a salvação.

“Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.” (Lucas 2:25)

Tomando o menino nos braços, disse:

“Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação.” (Lucas 2:29-30)

Ao lado dele, Ana, uma idosa profetisa, perseverava em oração no templo. Veja o relato de Lucas a respeito do que ela fazia ao ver o Emanuel:

“E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.” (Lucas 2:38)

Esses dois idosos representam todos os que vivem atentos à voz de Deus, nutrindo o coração com esperança e fé.

O reconhecimento da presença do Emanuel não depende de status, conhecimento ou poder, mas de humildade.

Deus se revela aos corações quebrantados, e não aos autossuficientes.

“Habito com o contrito e abatido de espírito, diz o Senhor.” (Isaías 57:15)

Assim foi no Natal: os simples perceberam o que os poderosos ignoraram.

O Emanuel é rejeitado

O contraste entre a grandeza do acontecimento e a indiferença do mundo é impressionante.

O Messias esperado por séculos nasce, e os líderes religiosos permanecem imóveis. Herodes se perturba, os escribas citam as profecias, mas ninguém vai até Belém.

Aqueles que tinham as Escrituras nas mãos não reconheceram o Deus das Escrituras quando Ele se fez carne.

Mais tarde, o próprio Jesus seria rejeitado pelos seus conterrâneos. Eles perguntavam com incredulidade:

“Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas?” (Mateus 13:55)

A verdadeira identidade de Jesus

A familiaridade gerou desprezo. Eles conheciam sua família, sua cidade e seu ofício, mas não conheciam sua verdadeira identidade. Assim é o coração endurecido: pode ver a verdade diante dos olhos e, ainda assim, não crer.

O Emanuel veio, mas para muitos Ele foi, apenas, mais um homem. O cotidiano, as preocupações e as tradições cegaram os olhos daqueles que deveriam reconhecê-lo primeiro.

O Natal aconteceu, mas para a maioria das pessoas passou despercebido. A salvação estava diante deles, e mesmo assim a deixaram escapar.

Entretanto, João também nos consola:

“A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.” (João 1:12)

O Emanuel continua oferecendo adoção aos que creem. Aquele que nasceu em humildade veio para fazer, de pecadores, filhos amados do Pai.

O retorno de Jesus Cristo

O primeiro Natal não foi o fim da história foi apenas o início. O Emanuel que veio em humildade virá outra vez em glória. Jesus Cristo retornará, não mais em uma manjedoura, mas sobre as nuvens, com poder e majestade.

E, mais uma vez, a pergunta será: quem estará preparado?

Jesus contou a parábola das dez virgens para nos alertar:

“As prudentes tomaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.” (Mateus 25:4)

As virgens sábias representam aqueles que, por sua vez, mantêm o coração desperto, nutrido pela fé e pela esperança. Assim, a espera cristã é vigilante e obediente, marcada por confiança e perseverança.

Portanto, celebrar o Natal sem viver na expectativa da segunda vinda é reduzir o Evangelho a um evento passado, esvaziando-o de sua promessa futura.

O Emanuel habitará plenamente conosco

Afinal, Jesus chegou, e voltará. Ele habita em nós hoje pelo Espírito e, um dia, habitará entre nós plenamente, quando enxugar dos nossos olhos toda lágrima.

“Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.

E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Apocalipse 21:3,4)

Dessa forma, em um tempo de distrações e pressa, somos chamados a viver preparados. Por isso, o apóstolo Paulo nos desperta:

“Já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos.” (Romanos 13:11)

O Emanuel dos preparados

O primeiro Natal foi “apenas para alguns” não porque Deus fosse excludente, mas porque poucos estavam espiritualmente prontos.

O mesmo pode acontecer conosco. O Emanuel continua vindo em sua Palavra, em sua Igreja, em cada gesto de graça que atravessa o nosso caminho. Mas, quantos o reconhecem?

Que este Natal nos encontre como Simeão e Ana: atentos, esperançosos e com o coração cheio de louvor. Que sejamos contados entre os que não apenas celebram um nascimento, mas adoram o Rei.

O Emanuel chegou, cumpriu suas promessas e voltará para restaurar todas as coisas. Até lá, vivamos com as lâmpadas acesas, o azeite da fé preparado e o coração cheio de esperança. Pois, como o anjo anunciou aos pastores naquela noite silenciosa:

“Não temais, porque eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2.10-11)

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