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Cegueira e olhar espirituais

Marcos David Muhlpointner
3 semanas atrás
Jesus denunciou uma cegueira que não afeta os olhos, mas o coração. Ela molda julgamentos, alimenta desconfiança e sustenta a ilusão de controle — até dentro da fé. Como saber se a luz que você carrega não se tornou trevas?

Jesus Cristo confrontou amplamente a cegueira espiritual dos homens religiosos de Sua época. Antes de iniciar seu ministério, em uma sinagoga de Cafarnaum, Ele leu as seguintes palavras:

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor.” (Lucas 4:18-19)

A cegueira e as trevas

Mais tarde, no Sermão do Monte, Jesus está pregando para seus discípulos e para uma multidão. Ele alerta quanto à maneira como enxergamos as realidades da vida:

“Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!” (Mateus 6:22-23).

Essa é uma clara advertência sobre a forma como interpretamos aquilo que nos cerca. Percebemos que à nossa volta há uma cegueira espiritual que somente a ação poderosa do Espírito Santo de Deus pode curar.

Como você se vê?

Como você olha para as pessoas e para o seu contexto pessoal e espiritual? Parafraseando Jesus, “você olha com bondade?”, “você olha com maldade?”, “você olha do jeito certo?”

Permita-me personalizar ainda mais essa questão: “diante do espelho, como você se enxerga?”

“Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal.” (Provérbios 3:7)

Neste texto vemos a recomendação de não sermos sábios aos próprios olhos, de temer a Deus e de evitar o mal. Dessa forma, somos chamados a avaliar sinceramente a maneira como enxergamos a nós mesmos.

Assim, quando realizamos uma autoanálise, como saímos dela? Temos uma opinião elevada demais sobre nós mesmos ou, ao contrário, nos desprezamos excessivamente?

A cegueira revela uma atitude para com Deus

O grupo Vencedores por Cristo possui uma música com uma frase muito interessante nesse contexto. A música se chama “Viver pra Deus“, de autoria do saudoso Jorge Rehder. Ela nos leva a refletir profundamente sobre as nossas atitudes diante de Deus.

Mais especificamente, a primeira estrofe questiona como buscamos agradar ao Senhor por meio de comparações. Então, no final dessa estrofe, ele escreveu:

“É como confiar, desconfiado
Então pagar pra ver, blefando
É como entregar, controlando.”
(Jorge Rehder em Viver pra Deus de Vencedores por Cristo)

Cegueira leva a desconfiança

Admitamos, irmãos: é muito mais fácil olhar com desconfiança, mesmo dentro da igreja, mesmo para os nossos próprios irmãos!

Olhamos com suspeita, com muito mais naturalidade do que com verdadeira confiança.

“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” (1 João 5:19)

Abrindo os olhos da cegueira

É verdade que o mundo é mal, que o “mundo jaz no maligno”. Mas Jesus, mesmo sabendo disso, nos advertiu que devemos enxergar de maneira diferente. O motivo para isso é simples: os nossos olhos se abriram por causa dEle.

Então, por que ainda agimos de forma equivocada? Por que confiamos desconfiando? Ainda, por que “pagamos para ver” de maneira enganosa? Ou por que entregamos e ainda desejamos manter o controle?

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará.” (Salmos 37:5-6)

Da cegueira à visão

Uma das razões porque não agimos como Deus quer é que ainda não aprendemos a nos deleitar em Deus, a entregar o nosso caminho a Ele e a confiar que Ele fará as coisas acontecerem. Além disso, continuamos relutantes em abrir mão do controle, mesmo sabendo que o Senhor dirige todas as coisas.

Ainda somos, muitas vezes, “donos da situação”, certos de que temos as respostas, de que entendemos tudo e de que possuímos uma visão correta das circunstâncias ao nosso redor. Desse modo, acabamos alimentando uma autossuficiência que nos afasta da dependência verdadeira.

Contudo, Jesus conclui sua advertência afirmando que, se a luz que está em nós são trevas, “que tremendas trevas são”. Portanto, somos chamados a reconsiderar seriamente a forma como avaliamos nosso próprio coração.

Conclusão

Quero encerrar essa breve reflexão com a oração de Moisés:

“Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria.” (Salmos 90:12)

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