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O poder da graça de Deus

Diego Venancio
3 semanas atrás
Em um mundo onde o caos deveria reinar, ainda acordamos com esperança. Por que não estamos mergulhados em destruição e desespero? Se o pecado nos corrompe, o que ainda sustenta a beleza e a ordem à nossa volta? Descubra esse mistério!


Você não se surpreende com o poder da graça, ao perceber que ainda acorda em um mundo que, apesar de tudo, continua sendo bom?

A graça de Deus no mundo

Pensar sobre a graça de Deus é sempre surpreendente. Especialmente quando percebemos que, depois da queda, o mais esperado não seria ordem, beleza ou alegria, mas o caos absoluto.

Se olharmos, honestamente, para o que o pecado é e para o que ele produz, deveríamos acordar todos os dias esperando apenas destruição, medo e desespero. Afinal, o pecado não é um simples erro de percurso; ele é uma rebelião contra Deus, a fonte de toda a vida.

A Escritura ensina que, por causa do pecado, o mundo foi amaldiçoado. É isso o que vemos ao ler a narrativa de Gênesis:

“E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida.

Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo.

No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.” (Gênesis 3:17-19)

O apóstolo Paulo afirma que toda a criação foi sujeita à vaidade e geme.

“Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou,

na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.

Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias.” (Romanos 8:20-22)

O que habita naturalmente em nós não é o bem, mas o mal

O pecado é a raiz das guerras, da violência, da injustiça, da exploração do próximo e da perda da comunhão com Deus. Assim, ele corrompeu aquilo que havia de mais elevado no ser humano.

Diante disso, surge uma pergunta inevitável: por que ainda desejamos um dia bom? Diante desse quadro, por que esperamos alegria, paz e momentos felizes? Por que, mesmo vivendo em um mundo caído, acordamos muitas vezes pensando: “Hoje pode ser um bom dia”?

A resposta não está no homem, mas no poder da graça de Deus.

Se Deus tivesse abandonado completamente o mundo após a queda, a existência humana seria insuportável. Não haveria ordem mínima, nem possibilidade de convivência. A vida seria um colapso permanente. No entanto, não foi isso que Deus fez. Ele não retirou totalmente a Sua mão sustentadora da criação.

O salmista declara:

“Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém…” (Salmos 24:1)

Mesmo em um mundo manchado pelo pecado, Deus continua reinando.

O poder da graça se manifesta justamente nesse fato: o mundo não é tão mau quanto poderia ser. Ainda há beleza, ainda há alegria, ainda há bondade, não porque o homem seja bom, mas porque Deus é gracioso.

O que sustenta o mundo e freia o mal

Imagine, ainda que por um instante, se o mundo fosse dividido apenas entre aqueles que são habitados pelo Espírito Santo e todos os demais, completamente entregues ao mal, sem qualquer freio, sem qualquer limite, como se fossem endemoninhados.

A vida seria impossível. Seria um cenário de terror constante, uma espécie de “Walking Dead” real, um colapso moral e social contínuo. A convivência humana se tornaria inviável.

Mas Deus, em Sua sabedoria e bondade, não permitiu isso.

Na teologia, isso se chama graça comum; uma expressão clara do poder da graça de Deus atuando no mundo, mesmo entre aqueles que não foram regenerados.

O próprio Jesus nos explicou como Deus age:

“… porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.” (Mateus 5:45b)

Isso não é acaso; é graça.

Por amor à Sua igreja e por fidelidade aos Seus próprios propósitos, Deus concede dons, habilidades e conhecimento até mesmo a homens ímpios.

Ele capacita médicos para curar, cientistas para descobrir, governantes para manter alguma ordem, artistas para produzir beleza e trabalhadores para sustentar a vida social.

Tiago afirma:

“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto.” (Tiago 1:17)

Esse poder da graça não salva o pecador, isso é obra exclusiva da graça redentora, mas sustenta o mundo para que a história da redenção continue até o fim.

João Calvino afirmou que, sem essa graça, “a raça humana se tornaria uma massa de confusão”.

Deus freia o mal, limita seus efeitos e impede que o pecado alcance todo o potencial destrutivo que carrega. Portanto, deveríamos ser humildes e gratos a Ele.

Quando desfrutamos de segurança, saúde, avanços na medicina, alimentos na mesa e momentos de alegria, estamos experimentando o poder da graça atuando silenciosamente.

Mesmo quando não percebemos, Jesus está sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder conforme vemos na carta aos Hebreus.

“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.” (Hebreus 1:3)

A graça revelada em Cristo

Embora a graça comum seja maravilhosa, o ápice do poder da graça se revela na obra redentora de Jesus Cristo.

A maior demonstração da graça de Deus não está apenas em sustentar o mundo, mas em salvar pecadores.

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8)

Na cruz, Deus lidou com o nosso maior mal: o pecado. Aquilo que destruiu nossa comunhão com Ele foi plenamente tratado na vida, morte e ressurreição de Cristo.

O apóstolo Paulo nos ensina que pela graça, somos perdoados, reconciliados e feitos novas criaturas.

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram.” (2 Coríntios 5:17)

Pela graça, não apenas existimos, mas vivemos para a glória de Deus. No entanto, essa mesma graça que salva, também sustenta.

O poder da graça não termina na conversão; ele acompanha o crente todos os dias.

Paulo afirma:

“Pela graça de Deus sou o que sou.” (1 Coríntios 15:10)

A graça nos ensina a viver, a suportar a dor, a cultivar a gratidão e a enxergar a beleza mesmo em um mundo quebrado. É por isso que o crente é chamado a viver com gratidão. Isso, não porque a vida seja sempre fácil, mas porque a graça de Deus nunca deixa de agir.

Mesmo quando os nossos sentimentos estão confusos e nossa visão turva, Deus continua operando.

Jeremias declara:

“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos.” (Lamentações 3:22)

Quando acordamos e pensamos: “Como a vida é boa”, não estamos negando a queda, nem ignorando a dor do mundo. De fato, estamos reconhecendo o poder da graça que sustenta todas as coisas com beleza, ordem e esperança.

Essa percepção nos move a viver de maneira bonita, grata e motivada…

“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória. eternamente, amém.” (Romanos 11:36)

Diante de tanta graça, só nos resta uma resposta adequada:

Soli Deo Gloria!

A Deus, somente, a glória!

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