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Maria “rainha dos céus”: a divergência

Diego Venancio
5 meses atrás
Desvende as origens históricas e implicações teológicas do papel de Maria no catolicismo. Explore como antigas tradições podem ter moldado sua figura. Saiba mais sobre esse assunto fascinante e crucial para a fé!


Na semana passada estudamos um tema delicado, porém necessário. Abordamos o assunto de como Maria incorpora um tríade pagão comum na História.

O que já vimos sobre Maria

Hoje vamos voltar e ampliar o assunto. Mas, antes, vamos retomar o que vimos na semana passada.

Na obra As Duas Babilônias, de 1853, Alexander Hislop afirma que o culto mariano e outros elementos católicos derivam das religiões de mistério babilônicas.

Hislop propõe que Maria, no catolicismo, ocupa um papel quase idêntico ao de Semíramis, esposa de Ninrode, que mais tarde foi divinizada como deusa-mãe e associada à figura da “rainha dos céus”.

Adoração à Maria, uma fórmula antiga: mãe divina, filho-deus

Com o passar dos séculos, a adoração à “mãe com o filho” se espalhou em diversas culturas do mundo antigo.

Essa mãe divina geralmente era considerada eterna virgem, rainha dos céus e mediadora entre os homens e os deuses — características que mais tarde seriam atribuídas à figura da virgem Maria no catolicismo.

A doutrina de Maria como intercessora ou “medianeira” não encontra apoio na Igreja Primitiva dos três primeiros séculos. De fato, os primeiros pais da Igreja, como Irineu de Lyon, Tertuliano e Justino Mártir, exaltaram Cristo como único mediador.

Foi somente após a institucionalização do cristianismo sob o imperador Constantino que se começou a observar a incorporação de práticas pagãs no culto cristão, como a veneração a santos, relíquias e, posteriormente, à figura de Maria.

Eusébio de Cesareia, o primeiro historiador do cristianismo, em sua obra História Eclesiástica, relata que Constantino procurou unir elementos pagãos e cristãos para consolidar seu império. Ele manteve o título de Pontifex Maximus, o mesmo usado pelos imperadores pagãos romanos para os líderes religiosos supremos.

O filósofo, historiador e escritor estadunidense Will Durant afirmou o seguinte:

“O cristianismo impositivo (ênfase minha) não destruiu o paganismo; adotou-o. A Grécia morreu, mas seu espírito ressuscitou na teologia e na liturgia da Igreja… Os deuses imortais da Grécia e Roma ressurgiram como santos cristãos”. (Will Durant em “A História da Civilização”)

Assim, muitos intérpretes consideram plausível que tradições religiosas tenham elevado Maria, aos poucos, ao papel que figuras como Semíramis, Ísis, Cibele e outras divindades femininas da fertilidade e maternidade ocupavam no passado.

Seu papel como intercessora repete a função de intermediárias que essas deusas cumpriam entre os homens e os deuses supremos em religiões antigas.

Veneração à Maria é idolatria

A perspectiva cristã reformada enxerga na veneração à Maria não apenas um erro teológico, mas uma forma de idolatria.

João Calvino foi direto ao dizer o seguinte:

“A veneração dos santos é uma falsificação da fé cristã e uma idolatria evidente.” (João Calvino)

O culto a Maria, ao atribuir-lhe atributos que pertencem exclusivamente a Cristo — como onipresença para ouvir orações, intercessão universal, e fonte de graça — subverte o evangelho e introduz confusão espiritual.

A idolatria, no pensamento bíblico, não é apenas adorar imagens ou deuses estrangeiros, mas qualquer substituição ou pessoa ou objeto rival ao culto a Deus revelado em Cristo.

Quando Maria é invocada como “mãe da Igreja”, “advogada nossa” e “refúgio dos pecadores”, o coração humano é levado a depositar sua confiança nela, desviando-se da suficiência de Cristo.

Além disso, o uso de imagens de Maria em procissões, altares e templos remete à prática pagã de dar forma visível à divindade, algo condenado pelo segundo mandamento:

“Não farás para ti imagem de escultura.” (Êxodo 20.4)

A Igreja Romana tenta justificar o uso de imagens como expressões de piedade. Mas os reformadores insistem que o verdadeiro culto é aquele que nasce da fé na Palavra de Deus, não da tradição dos homens.

“E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens.

E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.” (Marcos 7.8-9)

Conclusão: O Chamado à Pureza do Evangelho

Nós, protestantes, não conseguimos ter comunhão doutrinária com os católicos porque baseamos nossa fé em fundamentos teológicos completamente diferentes.

Os protestantes reconhecem apenas as Escrituras como autoridade suprema (Sola Scriptura). Já, os católicos, colocam a tradição e o magistério da Igreja no mesmo patamar da Bíblia.

Também divergimos profundamente quanto à salvação. Os protestantes creem que a justificação vem somente pela fé (Sola Fide). Já os católicos acrescentam as obras e os sacramentos como parte essencial desse processo.

Além disso, discordamos sobre o purgatório e sobre a natureza da Ceia do Senhor, o que evidencia a distância entre as duas tradições.

Diante desses pontos, a teologia reformada identifica o culto mariano, tal como a Igreja Católica Romana o pratica, como uma continuidade do paganismo babilônico revestido, apenas, de linguagem cristã.

Teólogos e tradições moldaram a figura de Maria com base em antigos arquétipos da deusa-mãe. A sua veneração reflete uma teologia centrada no homem e nas emoções, não nas Escrituras.

Alexander Hislop alertou que a corrupção da fé cristã se dá quando a tradição e a superstição suplantam a autoridade da Palavra. Nesse sentido, o protestantismo continua a clamar pela Sola Scriptura, apontando para Cristo como único mediador, salvador e digno de adoração.

Deus chama a verdadeira Igreja a purificar-se de toda forma de sincretismo e a retornar à simplicidade do evangelho.

“Cristo em vós, a esperança da glória” (Colossenses 1:27).

O meu desejo é que Deus abra os olhos espirituais para perceberem o erro, e que o povo de Deus se firme na Rocha eterna.

E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos. (Atos 4.12)

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