• Quem Somos
    • Declaração de Fé
    • TEOmídia
    • TEOmídia Blog
    • TEOmídia Cast
    • TEOmídia Rádio
  • Assuntos
    • Apologética
    • Casamento
    • Devocional
    • Ensino Cristão
    • Ensino Infantil
    • Estudo Bíblico
    • Evangelismo
    • Filmes
    • Igreja
    • Sociedade
    • Teologia
    • Vida Cristã

Quanta humilhação!

Diego Venancio
1 hora atrás
Revisitar o passado pode ser um choque: você já sentiu a humilhação diante do pecado cometido no passado? Descubra como memórias dolorosas podem se tornar o maior combustível para a gratidão pela graça recebida, que só Cristo pode dar.


Em um dia desses, vivi uma experiência importante de humilhação pelo pecado.

Lembranças de humilhação

Estava precisando procurar um HD externo antigo. Entre pastas esquecidas, encontrei fotos e vídeos de uma época em que eu tocava com frequência em muitos lugares. As imagens trouxeram de volta à minha mente, não apenas sons e rostos, mas pensamentos, conversas e convicções. Ao revisitar aqueles registros do passado, não vi apenas o que fazia à época, mas vi quem eu era. E o que senti? A humilhação do pecado.

Lembrei-me do que eu pensava sobre Deus, sobre a igreja, sobre o culto. Principalmente, recordei-me de decisões tomadas sob a influência de uma filosofia equivocada.

O liberalismo teológico, ainda que não assumido explicitamente, pautava a minha forma de enxergar a Escritura, a autoridade divina e até mesmo o pecado.

Hoje, percebo com clareza: crença errada, vida errada. Não há neutralidade entre ortodoxia e prática.

O que senti, ao rever tudo aquilo, foi um profundo arrependimento, uma humilhação triste.

Não foi a primeira vez que senti essa humilhação

E não era a primeira vez que eu me arrependia daqueles pecados. Eu já os havia confessado, já havia chorado, já havia sido consolado pela graça. Mas, ao revisitar aquelas memórias, a tristeza pelo que fui voltou com força.

Não era desespero; era um lamento sincero por ter vivido fora dos padrões santos de Deus.

Esse sentimento me levou a refletir que a vida cristã é marcada por arrependimento contínuo.

A Reforma Protestante recuperou essa verdade de forma poderosa. Tanto que a primeira das 95 teses de Lutero afirmava que toda a vida do cristão deve ser de arrependimento. Isso não significa viver sob culpa esmagadora, mas sob constante consciência da santidade de Deus e da nossa indignidade natural.

O arrependimento bíblico não é mero remorso emocional; é mudança de mente e direção. Ele nasce da obra soberana do Espírito Santo no coração regenerado.

Como declara o profeta:

“Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo.” (Ezequiel 36:26)

Sem regeneração, não há verdadeiro arrependimento.

Sem novo nascimento, não há nova vida.

Regeneração: da morte para a vida

O homem natural está espiritualmente morto. A respeito disso, o apóstolo Paulo escreveu:

“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.” (Efésios 2:1)

Mortos não se arrependem por iniciativa própria. Mortos não produzem fé salvadora. É necessário que Deus intervenha soberanamente.

Ao olhar para o meu passado, vejo não apenas escolhas ruins, mas a condição de um coração que precisava ser transformado. Eu não precisava apenas de informação melhor; precisava de regeneração.

Jesus ensinou a Nicodemos:

“Importa-vos nascer de novo.” (João 3:7)

Esse novo nascimento não é obra humana, mas do Espírito, que sopra onde quer, conforme vemos em João 3:8:

“O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito”. (João 3:8)

Quando Deus regenera, Ele ilumina o entendimento, inclina a vontade e desperta afetos santos.

Aquilo que antes considerávamos normal reconhecemos agora como pecado. Aquilo que antes defendíamos, abandonamos pela graça de Deus. A Palavra, antes relativizada, torna-se, agora, autoridade suprema. A cruz, antes mero símbolo, torna-se centro da vida.

É por isso que, ao revisitar minhas antigas convicções, experimentei tristeza. Essa tristeza é evidência da graça.

Paulo distingue entre a tristeza segundo o mundo e a tristeza segundo Deus:

A tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar.” (2 Coríntios 7:10)

O mundo pode lamentar consequências; o regenerado lamenta ter ofendido a Deus.

Contudo, o arrependimento contínuo não significa que vivemos aprisionados ao passado. A regeneração inaugura uma nova identidade.

“Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Coríntios 5:17)

Deus não apenas perdoa; Ele transforma.

Assim, quando o Senhor permite que relembremos o que éramos, não é para nos esmagar, mas para aprofundar nossa gratidão. Ele nos mostra o abismo do qual fomos resgatados para que contemplemos com mais clareza a altura da Sua graça. A memória do pecado passado, tratada à luz da cruz, torna-se combustível para adoração.

A suficiência da obra de Cristo

Se o arrependimento é contínuo, o mesmo acontece com o consolo. Não vivemos olhando para trás com desespero, mas caminhando aos pés da cruz. O mesmo Cristo que nos chamou ao arrependimento é aquele que declarou:

“Está consumado.” (João 19:30)

A Sua obra está completa. Ela é perfeita e suficiente.

Cristo não tornou a salvação apenas possível; Ele, efetivamente, salvou o seu povo. Ele purifica todo pecado, inclusive aqueles que, anos depois, ainda nos envergonham ao lembrar.

Quando penso nas minhas antigas posturas e filosofias equivocadas, o Espírito me recorda que não há acusação para os que estão em Cristo Jesus.

“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” (Romanos 8:1)

O nosso grande Redentor não nos acusa com ira condenatória. Ao contrário, Ele nos dirige a palavra e nos ordena, como à mulher perdoada:

“Vá e não peques mais.” (João 8:11)

Há santidade nessa ordem, mas há também ternura. Em suma, Ele sabe que pagou por aqueles pecados.

“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor,

no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.” (Colossenses 1:13,14)

Essa transferência, esse transporte, não depende da intensidade das nossas emoções, mas da eficácia da obra de Cristo.

Ele satisfez, plenamente, a justiça de Deus. Jesus cumpriu a lei que quebramos. De fato, o nosso Redentor levou sobre si a culpa que nos pertencia. Por isso, podemos ter prazer na caminhada cristã.

“Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.” (Lucas 9:23)

Carregamos as nossas cruzes dia após dia, mas não como quem tenta pagar dívidas antigas. Aliás, caminhamos como filhos adotados, reconciliados, justificados. Esse arrependimento não é tentativa de autoexpiação; é resposta amorosa à graça recebida.

Quanta humilhação!

Quanta humilhação por pecar, foi o que pensei ao fechar aquelas pastas antigas. Mas, logo em seguida, pensei também: Quanta graça! Quanto poder regenerador! Que suficiência na obra de Cristo!

Se o passado revela a profundidade do meu pecado, a cruz revela a profundidade ainda maior do amor de Deus.

Às vezes, Deus nos permite revisitar quem éramos, para que jamais esqueçamos quem Ele é.

O arrependimento nos mantém humildes. Ao mesmo tempo, a humilhação nos mantém arrependidos. A regeneração nos dá nova vida. Finalmente, a obra consumada de Cristo nos dá segurança eterna.

Enfim, entre lágrimas e gratidão, vivemos toda a vida cristã entre o “quanto arrependimento”, a “quanta humilhação” e a “quão maravilhosa graça”, aprendendo, diariamente, à sombra da cruz.

Você gostou dessa reflexão sobre humilhação e graça?

Compartilhe com os seus amigos, sua igreja e familiares.

Deixe seu e-mail abaixo e avisaremos de cada novo post!

Assista essa mensagem em vídeo no nosso canal de Youtube.

Conheça o TEOmídia Cast. Ouça nossa Rádio na web, iOS ou Android.

Assine gratuitamente a TEOmídia, vídeos cristãos para você e sua família. Assista quando quiser, onde quiser.

Compartilhe esta mensagem:
Post anterior
Perdoar é a chave para a liberdade
O conteúdo dos artigos assinados refletem a opinião, conceitos e ideias pessoais do seu autor e não, necessariamente, do TEOmídia Blog, que se exime de qualquer responsabilidade pelos mesmos.
  • Contato
  • Permissões de Publicação
  • Política de Privacidade
Siga a TEOmídia:
Facebook
X
YouTube
Instagram