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Perdoar é a chave para a liberdade

Marcelo Valim Carvalho
2 dias atrás
Imagine ter que olhar de frente para quem torturou e matou quem mais você amava. O ódio pode parecer um muro intransponível para perdoar alguém assim. Como encontrar forças para um ato impossível? Descubra aqui e agora.


Falar em perdoar parece algo irônico e sem propósito dentro do contexto da história verídica que vou contar a partir de agora. Para iniciarmos, a nossa história começa em 1940, quando uma nuvem negra encobriu a pacata cidade de Haarlem, na Holanda.

O inferno se aproxima

O silêncio daquela manhã cinzenta destacava o tique-taque ritmado da loja de relógios da família Ten Boom. Contudo, lentamente, aquele pequeno som foi sendo abafado pelas botas dos nazistas marchando sobre o piso de pedras irregulares daquela rua estreita.

Naquela casa antiga, Corrie, Betsie e seu pai, Casper, assistiam ao terror instalar-se naquela comunidade outrora tão tranquila. Os judeus, muitos dos quais eram seus amigos, passaram a ser perseguidos, presos e deportados pelos alemães. Nesse sentido, a situação em Haarlem, como em boa parte da Europa, tornara-se insustentável.

Diante desse cenário, Corrie e sua família não tinham como ignorar tanto sofrimento. Portanto, impulsionados pelo amor de Cristo, tomaram uma decisão perigosa: transformar seu lar em um “esconderijo” para salvar um grupo do povo escolhido de Deus. Eles os alimentavam, ensinavam a Palavra de Deus e oravam. Tudo corria bem até que, em 1944, a traição bateu à sua porta. Infelizmente, ela veio através de alguém que conheciam muito bem e os delatou para os alemães.

Em decorrência dessa denúncia, toda a brutalidade que só viam acontecer aos outros voltou-se contra a família Ten Boom. Corrie, Betsie e seu pai, agora com 100 anos de idade, foram rudemente jogados na traseira de um caminhão militar rumo ao temido campo de extermínio de Ravensbrück.

Perdoar pode ser muito difícil

Como perdoar alguém que, sabe-se lá por que, jogou a sua família naquela prisão? Essa era uma pergunta de resposta muito difícil. Além disso, após 10 dias na prisão, o mundo de Corrie e Betsie desmoronou. O seu querido pai, um cristão exemplar de convicções firmes e fé inabalável, não suportou os maus-tratos e morreu.

Além das perdas familiares, o campo de Ravensbrück era composto de barracas imundas projetadas para acomodar 400 mulheres, mas abrigavam 1.400. Lá, empilhadas, tinham que enfrentar o frio cortante, os piolhos e a crueldade gratuita de guardas que se divertiam com a dor e o terror alheios.

Odiar ou perdoar?

O ódio era um veneno que tentava penetrar o coração de Corrie. Enquanto fazia trabalhos forçados, ela presenciou a sua irmã ser espancada impiedosamente por uma carcereira nazista. Devido à falta de cuidados adequados, assistiu à saúde de Betsie deteriorar-se rapidamente. Consequentemente, as pernas foram perdendo sua função e a febre foi tomando conta de seu corpo frágil.

Betsie morreu nos seus braços, entregando a sua vida ao seu Salvador. Assim que viu a sua irmã partindo, o rosto da guarda responsável pela sua morte fixou-se na sua mente. Corrie sentia tanta amargura que já era difícil se lembrar de que Cristo nos ensinou, com sua vida, que sempre devemos perdoar.

Afinal, Ravensbrück não era apenas uma prisão física, mas um cárcere espiritual que ameaçava sufocar a alma de Corrie. A morte física pelos maus-tratos rondava a sua vida, mas a luta contra a morte do espírito era ainda maior. Ali, naquele lugar infernal, Corrie compreendeu, da maneira mais difícil, que guardar rancor é como beber veneno esperando que o inimigo morra.

Quando perdoar é lutar contra a vontade

Quase no final da guerra, Corrie é libertada de uma forma milagrosa. Ela não teria aguentado se Deus não tivesse intervindo. Anos depois, porém, ela estava ministrando em uma igreja na Alemanha. Quase ao final da reunião, olhando para a plateia, viu o rosto da carcereira que espancara a sua irmã Betsie. Ela a reconheceu imediatamente. De fato, aquela havia sido uma das guardas mais cruéis de Ravensbrück. Nesse momento, o seu coração disparou. Afinal, aquela mulher ali, na sua frente, havia matado a sua Betsie!

Em seu quarto de hotel, à noite, a sua luta espiritual foi tremenda. Isso porque as memórias das humilhações e do sofrimento de Betsie gritavam em sua mente. Humanamente, perdoar era impossível. Afinal, como pregar, se não sou capaz de perdoar?

“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará;

se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” (Mateus 6:14,15)

Corrie entendeu que o perdão não é um sentimento, mas um ato de obediência. Ela sabia que, se não pudesse perdoar, não poderia manter a sua comunhão com Deus. Por isso, em uma  luta espiritual, clamou ao Senhor por uma força que não possuía.

“Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Jesus respondeu: Eu lhe digo: Não até sete, mas até setenta vezes sete.” (Mateus 18:21,22)

A vitória da cruz no ato de perdoar

A “virada de chave” aconteceu quando Corrie decidiu que o mais importante para a sua vida era obedecer Àquele que jamais a desamparou, mesmo “no vale da sombra da morte”. Dessa forma, o perdão de Cristo na cruz tinha que ser o padrão para sua própria vida.

No dia seguinte, elas se encontraram. Ao segurar a mão da antiga carcereira e perdoar tudo o que havia acontecido, Corrie sentiu o amor de Deus em Sua plenitude tomando conta do seu coração, preenchendo o vazio deixado pelo ódio.

Sim, perdoar é muito importante. Corrie também enviou uma carta perdoando Jan Vogel, o homem que traiu sua família e causou a morte de seus entes queridos. Em suma, o perdão é o único caminho para a reconstrução de uma vida destruída pela dor.

O perdão no cinema

Para quem deseja se aprofundar, você pode viver, em detalhes, essa história impactante de Corrie ten Boom em um dos melhores filmes evangélicos já produzidos, em minha opinião. O filme tem o mesmo nome do famoso livro de Corrie ten Boom, “O Refúgio Secreto“. Além dessa obra, você pode ver o documentário “Corrie, Os Bastidores de O Refúgio Secreto”, que é um making of .

Ambos estão disponíveis na plataforma TEOmídia. Lembrando que boa parte do acervo dessa plataforma está disponível com uma assinatura 100% gratuita. Faça uma assinatura agora. Assistir a essas e outras obras não é apenas entretenimento; é um benefício espiritual tremendo para a nossa vida cristã.

Conclusão

Para terminar, deixe-me fazer uma pergunta a você. Porventura existe alguém que causou tanto mal a você que você sente que não é possível perdoar? Você também se sente aprisionado na cela da amargura, do ódio, do ressentimento? Saiba que o perdão é a chave que abre essa porta.

Meu irmão, minha irmã, olhe para a cruz de Cristo. Olhe para a cruz que testemunhou o maior ato de perdão da história da humanidade. Jesus perdoou a maior injustiça já cometida contra um inocente, e Ele mesmo convida você a também perdoar.

“Jesus disse: Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem.” (Lucas 23:34)

Ele está falando com você agora. Arrependa-se de todo o rancor e, em obediência, aceite a intervenção de Cristo em seu coração. O mundo diz ser impossível, mas para Deus não há impossíveis. Ofereça o seu perdão e seja perdoado.

* Foram utilizadas ferramentas de inteligência artificial como apoio na elaboração deste texto, sendo que o tema, as diretrizes, propósitos, fontes e a maior parte da redação são do  autor que acompanhou cada etapa do processo visando a manutenção do objetivo do conteúdo e da fidelidade teológica às Escrituras.

 

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