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Escolha viver

Marcelo Valim Carvalho
2 dias atrás
Você confia nos seus sentimentos para tomar decisões? Talvez eles não sejam tão confiáveis quanto parecem. Descubra por que algumas das escolhas mais importantes da vida exigem que olhemos além do que vemos e sentimos.


A vida é feita de escolhas. Todos os dias, muitas vezes sem perceber, fazemos uma escolha após a outra.

Algumas parecem pequenas. Pela manhã, escolho a roupa que vou vestir. Dependendo da agenda, essa escolha pode ser mais importante do que imagino. Uma reunião de negócios, um culto ou uma partida de tênis exigem decisões diferentes. Isso nos leva a uma pergunta: quantas vezes somos influenciados pelo mundo ao nosso redor sem sequer perceber?

Ao sair de casa, surge outra escolha: seguir o caminho de sempre ou fazer um trajeto mais longo e agradável?

Mas existem decisões muito mais profundas. A escolha de uma profissão, por exemplo, envolve anos de preparo, esforço e investimento. A escolha do marido ou da esposa pode influenciar o rumo de toda uma vida. Uma única escolha pode produzir consequências duradouras.

Escolha e arrependimento

Você já fez uma escolha da qual se arrependeu profundamente?

Talvez alguém tenha avisado:

– “Não faça isso. Pense antes de agir. Sexo, só no casamento. Não beba álcool. Jamais dirija depois de beber.”

Mesmo assim, muitas vezes escolhemos caminhos que depois lamentamos. Gostaríamos de voltar atrás em palavras que dissemos ou atitudes que tomamos.

Eu também já fiz escolhas erradas. Quando me lembro delas, percebo que, naquele momento, pareciam uma boa ideia. Hoje lamento profundamente.

Escolha baseada nos sentimentos

E você? Quando tomou uma decisão da qual se arrependeu, o que seus sentimentos lhe diziam? Provavelmente o mesmo que diziam a mim: “Isso parece certo.”

Mas nem sempre aquilo que parece certo realmente é.

“O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será livre.” (Provérbios 28:26)

Na plataforma de streaming cristã TEOmídia há uma minissérie e 5 episódios chamada Destruído. Em um dos episódios, um mágico coloca sobre uma mesa vários suportes cobertos por sacos de papel idênticos. Embaixo de um deles está uma garrafa quebrada, com os cacos apontados para cima.

Após embaralhar tudo, ele convida alguém da plateia a guiá-lo enquanto ele amassa os sacos com a palma da mão com um tapa forte, um por um, confiando apenas no sentimento da menina convidada para evitar o perigo.

A cena cria tensão porque todos sabem que uma escolha errada pode causar um grande ferimento.

Embora seja um truque, a ilustração é poderosa. Quantas vezes fazemos uma escolha apenas porque sentimos que ela é certa? Quantas vezes confiamos mais na impressão do momento do que na verdade?

Não estou dizendo que os sentimentos não importam. Eles importam. O problema é que eles podem nos enganar.

A crença baseada no sentimento

Já ouvi pessoas enfrentando doenças graves ou momentos difíceis dizerem:

– “Não é possível que exista um Deus. E mesmo que exista, é certo que ele não se preocupa comigo.”

Por que pensam assim? Porque é assim que se sentem.

Mas, fixe isso na sua mente: os sentimentos mudam. A verdade, não.

A realidade não depende do que sentimos sobre ela. Algo continua sendo verdadeiro, quer acreditemos ou não.

Foque no que não se vê

Deus sabia que seríamos facilmente enganados pelas aparências. Por isso, o apóstolo Paulo escreveu:

“não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.” (2 Coríntios 4:18)

Paulo está dizendo o seguinte: não fixe seus olhos apenas no que vê. A dor, a pobreza, a perseguição e a doença são reais, mas temporárias. Elas passam. Em vez disso, foque naquilo que é eterno.

Parece estranho concentrar-se no que não se vê. No entanto, a história já tem nos mostrado que nem tudo o que existe pode ser percebido imediatamente.

Lembro-me de um antigo filme do Instituto Moody de Ciências, distribuído pela Comev nos anos 70. Nele, um cientista explicava que, antes da invenção do hidrofone, os livros ensinavam que o som não se propagava sob a água. Depois, descobrimos um universo inteiro de sons produzidos por navios, baleias e outras formas de vida.

Esse cientista concluía dizendo o seguinte:

“Não é que não havia som embaixo d’água, nós é que não estávamos equipados para ouvir!” (Instituto Moody de Ciências)

Da mesma forma, o fato de você não conseguir ver, ouvir ou sentir Deus não significa que Ele não exista.

Conclusão

Agora, eu quero que você pense comigo. E se existir uma verdade capaz de transformar completamente a sua vida? E se houver um Deus que criou você para viver com propósito, significado e alegria verdadeira?

Eu pergunto ainda: e se você não percebeu isso porque concentrou a sua atenção apenas nas coisas visíveis, que tantas vezes enganam? E se fomos criados para viver eternamente, e cada escolha feita aqui tiver reflexos na eternidade?

A Palavra de Deus afirma categoricamente:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)

Se isso for verdade — e eu creio firmemente que é — então essa verdade muda tudo.

A questão é: você está disposto a desafiar seus sentimentos e reavaliar aquilo que considera verdadeiro?

Creia em Jesus Cristo e viva para sempre!

 

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