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Bem aventurados os mansos

Renato Oliveira
7 anos atrás
Não somos mansos por natureza pois a nossa natureza é a de filhos da ira. Somente podemos ser, verdadeiramente, na fé em Jesus Cristo.


 

“Bem-aventurados os mansos,
porque herdarão a terra.” (Mateus 5.5)

Bem, antes de entrar no significado de o que é sermos mansos, deixe-me contar como fui instruído, por Deus, com relação a mansidão.

A minha experiência

Possuo um histórico militar. Se aprendi bem uma coisa, foi a agir com firmeza e dureza. Isso é algo muito bom de se aprender. Entretanto, como todo miserável pecador, nunca consegui dosar essa firmeza muito bem, manter o equilíbrio nessa forma de agir.
No começo do namoro com aquela que agora é a minha esposa, tive muitos problemas e brigas por causa disso. Ela me dizia: “Você fala comigo como se eu fosse um soldado!” E sabe o que era pior? Eu não enxergava isso!
Quando ela reclamava de meu comportamento, eu pensava: “Como as mulheres são sensíveis!” Porém, alguns amigos meus, homens, também reclamavam da minha “ignorância” em lidar com as pessoas. Foi só aí que eu pude perceber o meu erro, certo?
Nada disso, errado! Pelo contrário, eu pensava: “Que povo ‘mimizento’! As pessoas são sensíveis demais!”
Pois bem; depois de um certo tempo comecei a ver isso com mais seriedade e preocupação. Isso porque eu já estava identificando, em meu caráter, a falta de empatia pelas pessoas. Cheguei a pensar, por um tempo, que isso deveria ser algum tipo de doença.
Os meus pais e a minha esposa sempre se chateavam comigo ou ficavam com raiva.
A Palavra de Deus nos alerta sobre isso:

“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” (Provérbios 15.1)

Era óbvio que, agindo como eu agia, acabaria por atrair ódio para mim mesmo, uma vez que estava sempre pronto a responder de forma grosseira.

Finalmente, aprendi

Eu gostaria de poder dizer que aprendi, cedo, o significado de mansidão. Mas eu já era casado quando li nas escrituras:

“Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura.” (Colossenses 3.19)

Esse texto é simples e direto. Por mais que eu já o tivesse lido antes, certo dia os meus olhos se fixaram de maneira diferente sobre ele e as suas palavras ficaram ecoando na minha mente durante todo o dia.
De fato, as pessoas não eram sensíveis demais! Eu é que estava agindo como o ímpio, entregue aos desejos do coração, agindo sem misericórdia para com o próximo.

Alguns exemplos

Dito isso, darei alguns exemplos cotidianos do que não é ser manso.
Sabe aquela pessoa que, sai de casa dirigindo o seu carro e quando outro veículo tenta ultrapassá-lo ou se aproxima muito, dispara a buzina intermitentemente? Como o crente não fala palavrão, ele xinga com a buzina do seu carro. Pois bem, posso afirmar que, nesse caso, mesmo sem proferir palavras de baixo calão, o seu coração está cheio delas.
Há também aquela pessoa que, em filas de banco ou de mercado, fica suspirando de impaciência e nervosismo.

Aplicação

Infelizmente, eu me encaixo nos exemplos mencionados. Para mim, é uma luta diária manter o controle das minhas reações em relação a essas coisas. Dou graças à Deus porque pude enxergar esse pecado e, pelo Espírito Santo, lutar contra ele. É por essa razão que me regozijo no texto:

“Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.” (Gálatas 5.17)

A militância do Espírito contra a minha carne é a provisão de Deus, necessária e indispensável, para que eu não faça aquilo que a minha carne me incita a fazer, diariamente.
Quando examino o meu coração em relação às coisas presentes e as comparo às coisas passadas, posso ver como tenho crescido na graça do nosso Senhor Jesus Cristo. Glória a Deus por isso!
Claro que, vez ou outra, o velho Adão insiste em aparecer em minha vida. Mas, ao contrário de antes, hoje me arrependo. E, como Paulo, posso dizer:

“Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão,
prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Fp 3.13-14)

Em suma, os mansos não vivem ocasionando ou procurando contendas. Se agirmos dessa forma, as nossas transgressões se multiplicarão:

“O iracundo levanta contendas, e o furioso multiplica as transgressões.” (Provérbios 29.22)

Os mansos

Vejamos, agora, como os verdadeiros cristãos são mansos, exercendo a mansidão outorgada pelo nosso Deus:

“Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente,
disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade,
mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.” (2 Timóteo 2.24-26)

Meu irmão; como você deseja ensinar sobre um Deus de amor e misericórdia se, você mesmo, não apresenta tais características? Quem ouvi-lo falar, sem amor e sem paciência, poderá, com justiça, dizer: “Vou crer nesse Deus dele para ficar assim? Tô fora!”
Portanto, se, de fato, o Espírito de Deus está em nós, peçamos a Ele sabedoria para agir em concordância e com coerência quanto à Palavra de Deus.

Os mansos herdarão a terra

O nosso texto base nos diz que os mansos herdarão a terra. Mas que terra seria essa? Um pedaço de terra física?
Não pensemos que essa promessa nos é dada para que nos tornemos donos de terras nesse nosso mundo caído. A promessa nos revela algo espiritual, promessa essa que será desfrutada pelos eleitos em Cristo Jesus.
Os cristãos são peregrinos nessa terra e caminham rumo a terra prometida, onde não haverá choro e nem dor, um lugar que a imaginação humana sequer pode mensurar ou descrever:

“Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” (1 Coríntios 2.9)
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.
E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” (João 14.1-3)
“Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.
Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.
E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Apocalipse 21.2-4)

Conclusão

Meu irmão; após as passagens bíblicas acima, veja o que nos aguarda! Se agirmos como os mansos herdaremos esta terra prometida pelo nosso Senhor Jesus Cristo. Entretanto, se não agirmos como os mansos, isso não significa que não aprendemos como fazê-lo. Significa, na verdade, que não temos em nós o Espírito de Deus pois a mansidão não é fruto de nós mesmos, é fruto do Espírito:

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, MANSIDÃO, domínio próprio.
Contra estas coisas não há lei.
E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.” (Gálatas 5.22-24)

Os mansos são aqueles que por verem a sua pobreza de espírito, lamentam os seus pecados e a sua condição. Assim, caminham, humildemente, na completa dependência de Deus.
Que possamos examinar a nós mesmos, a cada dia, e verificar se esses frutos fazem parte da nossa vida. Não somos mansos por natureza. Por natureza, somos filhos da ira. Somente na fé em Cristo Jesus é que somos perdoados dos nosso pecados e capacitados a sermos mansos, assim como Ele o é:

“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.” (Mateus 11.29)

 

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