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A importância da vida de oração

Isaias Lobão
4 dias atrás
Daniel era um homem ocupado, mas a oração era sua prioridade. Quando a inveja e a oposição o cercaram, o pior que seus inimigos encontraram contra ele foi uma vida de oração fiel. Uma reflexão sobre o hábito que sustenta os dias difíceis.


A Escritura nos apresenta Daniel como homem de posição elevada na corte persa que tinha uma vida de oração. Ele ocupava uma das mais altas funções administrativas do império.

Era, em termos humanos, um homem bastante ocupado. No entanto, jamais permitiu que seus afazeres lhe roubassem seu tempo a sós com Deus.

A vida de oração de Daniel

Orava três vezes ao dia. Pela manhã, ao meio-dia e à tarde. Veja bem, não encontramos aqui um homem que ora quando sobra tempo, mas alguém para quem a oração era a prioridade da vida.

A influência de Daniel também lhe trouxe inimigos. Sua posição elevada despertava inveja e oposição. A Bíblia diz que eles se empenharam em encontrar, na administração do reino, algum motivo que pudesse servir de acusação contra ele.

O texto não nos diz exatamente o que investigaram. Diz apenas que procuraram alguma irregularidade. E isso torna o testemunho de Daniel ainda mais impressionante: não encontraram nada!

A conspiração

Então, os conspiradores elaboraram um plano que explorava a vaidade do rei Dario. Aproximaram-se dele e propuseram um decreto que proibia, por trinta dias, qualquer petição a Deus ou a homem que não fosse o próprio rei, sob pena de ser lançado na cova dos leões.

Note o estratagema. Apresentaram a medida como uma homenagem ao rei, ocultando deliberadamente seu verdadeiro alvo. Sabiam que Daniel, fiel ao seu costume, continuaria orando ao seu Deus três vezes ao dia, tornando-se assim, réu de um crime que eles mesmos haviam fabricado.

Spurgeon observou, com sua conhecida ironia, que os acusadores correram ao rei para denunciar Daniel por aquilo que, afinal, era sua grande culpa. Ele orava ao seu Deus.

Pense nisso. Depois de examinarem cuidadosamente sua vida, o pior que puderam dizer a seu respeito foi que ele era um homem de oração. Pretendiam acusá-lo, mas acabaram elogiando-o. Queriam expor sua vergonha, mas revelaram seu caráter.

Assim afirma a Palavra de Deus:

“Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer.” (Daniel 6:10)

Note a última expressão: “como costumava fazer“. Diante de um decreto que transformava a oração em crime capital, Daniel não mudou sua rotina. Não fechou a janela, não alterou o horário, não procurou uma forma mais discreta de exercer sua devoção. Simplesmente continuou fiel.

Talvez devêssemos perguntar a nós mesmos: se nossos adversários procurassem hoje alguma coisa em nossa vida para usar contra nós, encontrariam uma fé suficientemente visível para servir de acusação?

O leitor da Bíblia conhece o desfecho. O Deus a quem Daniel permaneceu fiel não o abandonou na cova. Enviou o Seu anjo e fechou a boca dos leões. O livramento veio das mãos do mesmo Deus diante de quem Daniel se ajoelhava todos os dias.

Temos uma vida de oração?

E aqui a história deixa de ser apenas sobre Daniel e se volta para nós.

Temos uma vida diligente de oração?

A oração não era um recurso de emergência para Daniel; era um hábito.

Daniel não orava três vezes ao dia porque acreditava que aquele gesto, por si só, possuía algum poder. Ele orava porque conhecia o Deus diante de quem se ajoelhava. E foi essa comunhão cultivada ao longo do tempo que o sustentou quando chegou a cova dos leões.

Ele não começou a orar quando a crise chegou. Ele já orava antes dela.

Não espere seu filho enfrentar uma grande dificuldade para começar a orar por ele.

Não espere a enfermidade bater à sua porta.

Não espere a crise conjugal, a perda do emprego ou a notícia inesperada.

Cultive, desde agora, um jardim de oração. Regue-o todos os dias.

Há crises que chegam de repente, mas a vida de oração não precisa começar de repente.

 

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